domingo, 26 de maio de 2013

Leituras aninhadas, apresentação de livro




O JARDIM DE BABAÏ, o último livro da editora Bruaá


O JARDIM DE BABAÏ












Este livro propõe uma leitura em português e uma leitura em persa em sentido contrário. Assim, o início do conto em português corresponde ao final do conto em persa. A tradução da versão portuguesa encontra-se na página 1 e a tradução da versão persa encontra-se na página 32.


“O Jardim de Babaï é um livro “enganador” na sua aparente simplicidade de recursos. À primeira vista parece que nos deparamos com um relato construído sobre um conhecido modelo dos contos de tradição oral, acompanhado de belas ilustrações. Num primeiro encontro com o livro talvez a nossa atenção seja atraída pela presença de duas línguas, percursos de leitura em direções contrárias, a técnica da ilustração e pouco mais. No entanto, são estes elementos construtivos e outros que, se olhados com maior atenção, nos darão conta de um livro deliberadamente ambíguo, aberto, propiciador de uma atividade intensa e inesgotável de produção de significados por parte do leitor.

                Marcela Carranza
             Informação via Blogue da Bruaá


 O Jardim na Casa da Leitura
De elaborada concepção, "O Jardim de Babaï" é um álbum bilingue em português e persa (farsi) que explora não só elementos da cultura oriental (iraniana, em particular), como é o caso dos tapetes, propondo uma leitura particular destes objectos, como das duas línguas que compõem a publicação. Assim, são-nos propostas duas rotas de leitura: uma orientada pelo texto em português, começando na capa e seguindo até ao final de acordo com as convenções ocidentais; a segunda seguindo o processo de leitura da língua persa e começando do ponto que, para os leitores ocidentais, é a contracapa. Original jogo de leitura que recorre, do ponto de vista da ilustração, a um hábil jogo de decomposição e recorte dos motivos dos tapetes persas transformados em personagens de uma intriga simples mas particularmente bela e eficaz. 

Ana Margarida Ramos | Casa da Leitura
Fotografia de Mandana Sada

Um livro sobre a obra de Manuel António Pina para a infância e a juventude de Sara Reis da Silva

"Presença e significado de Manuel António Pina na literatura portuguesa para a infância e a juventude" de Sara Reis da Silva, uma edição da Fundação Calouste Gulbenkian.






                                                            Um livro a não perder.


XVIII VerArtes


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Livros que vale a pena ler


O Caderno Vermelho da rapariga Karateca de Ana Pessoa e Bernardo Carvalho, numa edição Planeta Tangerina







N não é uma menina, é karateca.
N tem 14 anos, quase 15, e o seu maior sonho é ser cinturão negro e beijar o Raul.
N gosta de escrever, mas prefere lutar com o Raul.
(Escrever é uma seca.)
Isto não é um diário. Não tem chave, não tem segredos.
(Sim, tem segredos.) Também tem vontade própria, páginas movediças, palavras como «diarreia» e «romântico» e personagens como a bruxa má que quer aprender a ser boa e a mosca que não sabia quem era.
Isto é o Caderno Vermelho da Rapariga Karateca. O objeto preferido de N, 
um animal de estimação, uma personagem, uma pessoa de verdade.
(O que é a verdade?)
O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca é a primeira obra de Ana Pessoa e venceu 
a última edição do prémio Branquinho da Fonseca — Expresso/Gulbenkian, 
na modalidade Juvenil. Com este título, o Planeta Tangerina inaugura a coleção 
para leitores mais crescidos Dois Passos e Um Salto.

in Planeta Tangerina

Para saber mais, leia aqui.






Chama-se Irmão Lobo e foi escrito por Carla Maia de Almeida, autora que muitos já conhecerão do mundo dos álbuns ilustrados (Não quero usar óculos e Onde moram as casas) e também das páginas da revista Ler, onde assina a secção de divulgação e crítica de livros infanto-juvenis.

Irmão Lobo é a estreia de Carla Maia de Almeida na escrita de um romance (hesitamos em chamar-lhe juvenil, pois não temos dúvidas de que será apreciado por leitores de todas as idades) e fará parte da colecção Dois Passos e Um Salto, onde juntamos livros para adolescentes e outros leitores mais crescidos.




Numa narrativa a duas vozes, esta é a história de uma família obrigada a mudar de vida e também de uma viagem por um país que se desmorona (adivinhem...). Nela se cruzam a voz de Bolota, 8 anos, quando parte em expedição pela estrada fora, em direção ao fogo e ao centro da Terra; e a da mesma personagem, já adolescente, recordando a estranha aventura passada durante a infância.

in Planeta Tangerina

terça-feira, 23 de abril de 2013

Texto de Fiplipa Leal sobre o prazer da leitura


Herdei o prazer da leitura da minha mãe de Filipa Leal

 
Todos os meses, desde que me lembro de existir, chegava o catálogo do Círculo de Leitores e a minha mãe escolhia um livro para ela e deixava-me escolher um livro para mim. Sem censura. Sem rede. Foram as primeiras escolhas livres da minha vida, antes mesmo de saber escolher.
A minha mãe encomendava «O Marinheiro de Gibraltar» da Duras e eu pedia «A História do Senhor Sommer», de Patrick Suskind; e quando a minha mãe encomendava «Na Outra Margem entre as Árvores», de Hemingway, eu pedia, da Biblioteca Hitchcock, «Dia Difícil no Cadafalso». Íamos lado a lado, como sempre, descobrindo tudo. E o prazer daquela escolha, daquela liberdade, tornava ainda maior o meu prazer da leitura.
Chegou entretanto o dia, o mês, o ano, em que tínhamos escolhido o mesmo livro: «As Minhas Aventuras na República Portuguesa», do Miguel Esteves Cardoso. Ríamos da “Aventura dos Chumaços”; comovíamo-nos com o prefácio que começava assim: “Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda”.
A minha mãe deixou-nos há dias, para sempre.
O senhor que lhe trazia o catálogo do Círculo de Leitores voltou esta semana, e o meu irmão não soube o que lhe dizer. O senhor, se não me engano, é o mesmo há 25 anos. Eu era mais ou menos a mesma há 33, eu e os meus irmãos: filhos de uma mulher sublime que fez tudo para que atravessássemos a vida em liberdade. E com prazer.

Dia Mundial do Livro - ilustrações e nota explicativa















A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro.
A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 nasceu Vladimir Nabokov.
Também a 23 de Abril nasceu e morreu William Shakespeare.
A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico.

23 de Abril, Dia Mundial do LIvro


Programa
Leituras de abril em abril
9º Ano - Herdei o prazer da leitura da minha mãe de Filipa Leal (texto) e NOS DIAS TRISTES NÃO SE FALA DE AVES de Filipa Leal (poema)
8º Ano – Rosas Vermelhas em Maio de Manuel Alegre (texto) e País de Abril de Manuel Alegre
7º Ano – Vinte e cinco a Sete Vozes de Alice Vieira (1º capítulo) e Bicicleta de Recados de Manuel Alegre (poema)
6º Ano – O Rapaz da Bicicleta Azul de Álvaro Magalhães (1º capítulo) os restantes capítulos do livro poderiam ser lidos nas aulas de Formação Cívica
5º Ano – História de Uma Flor de Matilde Rosa Araújo
4º Ano – A Flor de Abril, uma história da revolução dos cravos de Pedro Olavo Simões
3º Ano – O Tesouro de Manuel António Pina
2º Ano – A Fábula dos Feijões Cinzentos de José Vaz
1º Ano - A Fábula dos Feijões Cinzentos de José Vaz

Feira do livro, assegurada pela Editora Pearson, dinamizada pelo Grupo de Inglês, na sala do ATL das 10h às 17h, dirigida a toda a comunidade escolar

Momentos de leitura expressiva na BE, de acordo com a calendarização feita pelos Professores de Português.