sábado, 1 de junho de 2013

Sugestões de Livros para o Dia Mundial da Criança

Uma sugestão para o Dia Mundial da Criança: o livro 'Nweti e o Mar', de José Eduardo Agualusa, recomendado para os mais novos.
 




José Eduardo Agaulusa é autor de 'Nweti e o Mar', sendo a sua própria filha, Nweti, a protagonista desta história sobre o poder dos sonhos, da amizade e do amor.

Às palavras de José Eduardo Agualusa, preenchidas de poesia e de delicadeza, juntam-se, também, as suas fotografias. Neste livro descobrimos o poder dos sonhos, da amizade e do amor através do olhar de uma menina de seis anos. Com ela aprendemos que o nosso imaginário nos oferece caminhos mais fáceis de chegar à felicidade. Um livro para nunca deixarmos de sonhar.

Sinopse:

«No dia em que fez seis anos Nweti acordou feliz. A almofada cheirava a mar, e ela sentia-se como se tivesse regressado de um longo mês de férias, numa praia distante, de areia fina e muito branca e água cor de esmeralda. Ao longo desse dia vieram-lhe à memória imagens de um sonho: golfinhos saltando. Uma menina nadando entre os golfinhos.»
 
E para os mais velhinhos 'Os Primos: O Símbolo da Profecia Maia' é uma boa aposta.

 

Casa da Música do Porto assinala Dia Mundial da Criança com contos infantis

Dia Mundial da Criança na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz

"A Biblioteca Municipal assinala, no dia 1 de junho, sábado, o Dia Mundial da Criança, em colaboração com o Tubo d’ Ensaio d’ Artes. Música, pintura, leitura encenada de histórias, poesia e ateliers criativos, estarão à disposição de crianças e famílias, para partilhar numa tarde divertida e muito animada.
A partir das 15h00 esperamos por todos na Biblioteca.
A entrada é livre.
No dia 4 de junho, terça feira, continuam as atividades, agora para a comunidade escolar e com a colaboração de alunas e professores do Curso Técnico de Apoio à Infância do Intep da Figueira da Foz. Pelas 10h30 e 14h30, haverá sessões de contos, ateliers de balões criativos e pintura facial.
A participação de grupos está sujeita a marcação prévia junto dos serviços da Biblioteca."



    Informação fornecida pela Divisão da Cultura da Câmara da Figueira da Foz

sexta-feira, 31 de maio de 2013

As respostas paras as perguntas que sempre colocou sobre a leitura com os seus filhos

Informação recolhida no  sítio Casa da Leitura

Livros e leitura em conversa na biblioteca escolar da Inafnte D. Pedro




O editor da Bruaá, Miguel Gouveia, estará hoje à noite na biblioteca  da Escola  Infante D. Pedro para uma conversa sobre livros e leitura. Os destinatários  privilegiados desta troca de palavras sobre livros e leituras são os pais e encarregados de educação dos alunos do 4º ano das escolas do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Figueira Mar e os alunos das turmas envolvidos no projeto de leitura Aprender com a BE - 5º A, 3º ano e 4º ano da Infante D. Pedro.











terça-feira, 28 de maio de 2013

Bibliotecas de Valter Hugo Mãe,uma crónica a não peder





As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros. Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor sopra para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir.
Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.





As bibliotecas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervura o futuro, quem seja merecedor da nossa confiança e da nossa fé
 Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém as abra. Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame o direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altos que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem ascendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Lêem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas.
Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. Os trabalhos que temos pela escola dos livros são normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali lêem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor.

Valter Hugo Mãe, in JL de 15 a 28 de maio de 2013