Sábado,1deFEVEREIRO,21h30 Domingo, 2 de FEVEREIRO, 17h00
Inumeráveis são as narrativas do mundo –
reencenação, para novos espaços, de um objeto inicial concebido para o Teatro
Trindade. O que se intenta é sempre projetar o teatro íntimo e integral do
livro de ficção para a dimensão comunitária e festiva do serão. Meios da
leitura são aqui o canto polifónico, a música ao vivo, a dança, o teatro
físico. Pano de fundo: a compulsão humana de contar, a história das histórias,
o nexo entre existência e narrativa.
A partir de Anton Tchekhov, Mia Couto, Mário de Carvalho | PÁTEO DAS GALINHAS
Grupo Experimental de Teatro da Figueira
da Foz
Conceito, encenação e cenografia: Júlio Sousa Gomes|
Música original: Joana Gomes e João Camões | Figurinos: Diana Regal
| Luz: Victor Marques | Som: José Eduardo Veiga | Assistente
de produção: Célia Lopes | Produção: Páteo das Galinhas|
Intérpretes: Ana Paula Veloso, Beatriz Silva, David Pedrosa, Helena Adão,
Isabel Cardoso, Jorge Lopes, Lígia Bugalho, Luzia Rocha, Maria Lázaro, Pavlo
Domitrashchuk, Rosinda Silva, Rui Feteira, Sofia Perié Barros e Vítor Silva | Colaborações:
Célia Lopes, Guilhermina Luís, Júlia Magalhães, Rosinda Lopes, Sigeia
Lourenço, Vitória Ramos (guarda-roupa) | Luís Ferreira (som e fotografia) |
Filomena Praça (máscaras e fotografia) | Rui Rodrigues (máscaras).
Cristina Troufa trabalha predominantemente pintura figurativa surrealista. Nos mais
recentes trabalhos usa a sua própria imagem em trabalhos autobiográficos que
exploram as suas vivências e crenças espirituais. Como uma forma de
auto-conhecimento e auto-questionamento, a sua obra explora de uma forma
simbólica o seu eu interior que permanece inacessível ao voyeur, o qual pode apenas adivinhar o que cada trabalho representa.
Cristina
Troufa pretende, por um lado, consolidar a ideia de auto-retrato e/ou
auto-representação na pintura figurativa ou representativa e, por outro,
refletir acerca de um auto-retrato interior, espiritual, emocional e
psicológico, que pode ser realizado de forma conceptual.
A presente
exposição tem como objetivo reunir uma série de obras relevantes para a
compreensão do seu recente trabalho autobiográfico, na procura interior de
questões e memórias passíveis de serem transpostas para a tela ou suporte.
Teresa Calçada pediu a reforma no final de Dezembro
"À frente da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) desde 1996, Teresa Calçada despede-se com a certeza que o programa vai continuar, apesar das dificuldades.
Não é exagero dizer que Teresa Calçada é a mãe da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). Técnica do Instituto Português do Livro desde 1982, esteve na génese da criação da Rede de Bibliotecas Municipais e, anos mais tarde, fez parte do grupo que pensou as bibliotecas nas escolas, acabando por assumir a sua direção. No final de 2013, depois de 17 anos à frente da RBE, pediu a reforma. "Não sei bem porquê", confessa. Contudo, tem a certeza que o trabalho começado não pode voltar atrás. Para já, vai fazer voluntariado com a sua amiga Isabel Alçada, autora e ex-ministra da Educação, na associação Voluntários de Leitura. Vão às escolas ler com os mais pequenos.
O Ministério da Educação e Ciência já fez saber que "está a analisar a substituição de Teresa Calçada que deixa o cargo por aposentação". Atualmente, há bibliotecas em todos os estabelecimentos de ensino?
Todos os agrupamentos têm biblioteca. O sistema responde a todos os alunos que estão na escola. O que acontece é que às vezes há escolas do 1.º ciclo que não têm, mas têm serviço de biblioteca. Ou seja, a sede de agrupamento obriga-se a ter um serviço de itinerância. Não devia haver uma biblioteca em cada escola?
Não. Desde o início do programa que está previsto nos objetivos que todas as escolas com uma dimensão de 100 ou mais alunos tenham biblioteca. Mas todos os alunos devem ter [acesso a] biblioteca ou serviço de biblioteca. Hoje, isso está assegurado. A RBE tem vindo a sofrer cortes no seu orçamento. Houve anos em que o investimento ultrapassou os quatro milhões de euros, mas em 2013 tinha apenas 625 mil euros. Como é este ano?
O orçamento deste ano é equivalente ao do ano passado, que caiu. Caiu porque o sistema não precisa do que já precisou, houve picos e velocidade cruzeiro. Por outro lado, caiu porque houve quebra na despesa do Orçamento do Estado com a situação financeira que se vive na Europa e em Portugal, em particular. Sentiu diferenças no tratamento da RBE entre governos PS e PSD?
Muito do que representa ter hoje esta rede deve-se a todos os ministros, desde o professor Marçal Grilo, que foi o precursor, passando por Guilherme d’Oliveira Martins, Augusto Santos Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, Isabel Alçada e agora Nuno Crato. O programa mereceu sempre o respeito dos governantes.
Esqueceu-se de alguns ministros, o professor David Justino e Carmo Seabra, ambos do PSD.
Todos! O programa mereceu o respeito de todos, para além da questão dos partidos. Quando fizemos 12 anos houve um fórum em Lisboa, vieram dois mil professores bibliotecários e na primeira fila coabitavam os vários ex-ministros da Educação, de partidos diferentes.
O programa teve a sorte de trabalhar com pessoas interessantes que compreenderam filosófica e socialmente o papel das bibliotecas. No nosso país, onde os níveis de literacia são baixos, os políticos compreendem que as bibliotecas são instrumentais para as competências leitoras.
Essas competências têm vindo a mudar? Até que ponto a biblioteca escolar deixa de fazer sentido com as novas tecnologias, onde tudo se pode ler e procurar num tablet?
Hoje há multiliteracias que são mais completas. O que as bibliotecas têm é a obrigação de ajudar à capacitação leitora. Não há resultados a Matemática ou a qualquer outra disciplina curricular que não passe pelas competências leitoras.
As bibliotecas têm o papel de valorizar a curiosidade e a informação mas também treinam as competências para a leitura e para o uso das ferramentas todas. Aos professores, cabe-nos ajudar à leitura e à descodificação deste complexo mundo multimodal.
Qual é o maior desafio dos professores bibliotecários?
O grande desafio é desmistificar. Ajudar os alunos a perceber que, não é porque está na Internet que a informação é verdadeira. É preciso ajudá-los a distinguir o verdadeiro do falso, a saber manipular a informação, a ter um comportamento crítico.
Ninguém nasce leitor, aprendemos a ser no papel, agora temos de aprender naquilo que é a lógica dos gadgets e isso, é para nós, um dos objetivos das bibliotecas.
Porquê?
Porque a função da biblioteca é fazer leitores e isso é difícil porque não se é naturalmente leitor. É cada vez mais difícil fazer leitores porque o tempo é mais rápido e, paralelamente, o tempo da leitura é lento. É um paradoxo, o qual somos convocados a contrariar. A leitura vindo a complexificar-se e hoje captar a atenção, fazer modos de relacionamento — porque estamos a falar de tecnologia e de comunicação —, tudo isso é difícil. Temos dificuldade em comunicar com os alunos se não usarmos as tecnologias, mas não é um complemento, e sim um instrumento, e isso é uma dificuldade para muitos professores.
Um aluno que entra hoje na biblioteca não vai à procura de uma enciclopédia mas de um computador?
Naturalmente, como qualquer um de nós. É um instrumento que existe onde está tudo. Agora é preciso saber validar a informação que se recebe."
Informação recolhida no sítio do Público no dia 23 de janeiro de 2014.
Decorreu nos passados dias 16, 17 e 18 de janeiro de
2014, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, o Congresso
Internacional subordinado ao tema “A Biblioteca da Universidade : permanência e metamorfoses”, tendo
como pano de fundo as Comemorações dos 500 anos da Biblioteca da Universidade
de Coimbra.
O objetivo maior desta reunião científica foi o de
refletir sobre o presente e o futuro das bibliotecas que servem públicos
universitários. Numa outra vertente, procurou chamar-se a atenção para a
importância de que a Biblioteca se reveste, tendo em vista o progresso do
conhecimento técnico e científico. Por último, o Congresso pretendeu instituir-se como oportunidade de reflexão
prospetiva e como lugar de encontro entre as sensibilidades de todos os que
trabalham profissionalmente com livros e com outros suportes de natureza
bibliográfica.
Nesse sentido, foram asseguradas Conferências, Mesas
Redondas e sessões de testemunhos em torno de temas como
O valor das bibliotecas universitárias
A Biblioteca universitária em contexto: as mudanças e os desafios
A Biblioteca universitária e a sociedade da informação e conhecimento
O impacto do acesso aberto na comunidade científica
As bibliotecas digitais
Informação recolhida no sítio da Universidade de Coimbra.
Aceda aqui a uma visita virtual à Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.
2.º Ciclo (apurados após a Prova Oral, que decorreu na sexta-feira, dia 5 de
Janeiro, na Biblioteca da Escola Infante D. Pedro, Buarcos)
1.º Prémio — Sofia Duarte, 6.º C, nº 19
2.º Prémio — Matilde Duarte, 5.º
A, nº 19
3.º Prémio — Laura Sarmento, 6.º
A, nº 8
Os sete finalistas do 2.º Ciclo
1º Ciclo (com a prova escrita baseada na história "A Maior Flor do
Mundo", de José Saramago)
EB Infante D. Pedro (1.º Ciclo) 1.º Prémio - Laura Jorge Rodrigues Roxo
2.º Prémio - Tomás Henriques Rodrigues
3.º Prémio - Bárbara Lapa Amaro de Almeida Neto
EB1 Castelo 1.º Prémio - Nuno Pinto
2.º Prémio - Beatriz Carrapato
3.º Prémio - Carolina Pereira
EB1 Serrado 1.º Prémio - Maria João Ferreira Gomes
2.º Prémio - Carlota Forjaz de Sousa Pedro
3.º Prémio - Maria Beatriz Ângelo Páscoa
CE Vila Verde 1.º Prémio - Miguel Costa Pereira 2.º Prémio - Eduardo Filipe Alexandre Cordeiro Dias 3.º Prémio - Solange Maria Pinto Rodrigues Como os alunos vencedores do Centro Escolar de Vila Verde não puderam estar presentes, coube à Coordenadora do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas Figueira Mar, professora Emília Pereira, represen- tá-los no momento da entrega dos prémios e dos respetivos diplomas.
Na tarde do
passado dia 10 de janeiro, na Biblioteca da Escola Infante D. Pedro, teve lugar
a sessão final do Concurso de Leitura dos alunos dos 1º e 2º Ciclos do
Agrupamento de Escolas Figueira Mar.
A sessão
teve início com a Prova Oral dos sete finalistas do 2º Ciclo apurados na prova
escrita, perante um júri constituído pelo Diretor, pela Coordenadora de Línguas
e por professores de Português do Agrupamento.
Bruno Duarte, 5º A
Guilherme Coutinho, 5º A
Laura Sarmento, 6º A
Marco Silva, 5º D
Matilde Duarte, 5º A
Rúben Fidalgo, 6º A
Sofia Duarte, 6º C
À semelhança
da prova escrita, a prova oral incidiu sobre os contos "Os Cisnes
Selvagens" e "O Patinho Feio", ambos de Hans Christian Andersen,
e incluiu ainda algumas perguntas de incentivo à imaginação e criatividade dos
sete finalistas.
O Júri da Prova Oral
Após a deliberação
do júri, decorreu a cerimónia de entrega de certificados e prémios aos alunos
vencedores do 2º Ciclo e do 4º ano das quatro escolas do 1º Ciclo do
Agrupamento.
Os
vencedores do 4º ano das provas realizadas nas escolas do 1º Ciclo (sobre a
história "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago) foram os
seguintes: EB1 Castelo — Nuno Pinto (1º), Beatriz Carrapato (2º) e Carolina
Pereira (3º); EB1 Serrado — Maria João Ferreira Gomes (1º), Carlota F. Sousa
Pedro (2º) e Maria Beatriz Ângelo Páscoa (3º); CE Vila Verde — Miguel Costa
Pereira (1º), Eduardo Filipe A. Cordeiro Dias (2º) e Solange Maria Pinto
Rodrigues (3º); EB Inf. D. Pedro (1º Ciclo) — Laura Jorge Rodrigues Roxo (1º),
Tomás Henriques Rodrigues (2º) e Bárbara Lapa A. Almeida Neto (3º).
Os vencedores
do 2º Ciclo (apurados na prova oral) foram os seguintes: Sofia Duarte, do 6º
ano (1º prémio), Matilde Duarte, do 5º ano (2º prémio), e Laura Sarmento, do 6º
ano (3º prémio). Os outros quatro concorrentes da prova oral foram os alunos
Guilherme Coutinho, Bruno Duarte, Ruben Fidalgo e Marco Silva.
Que livros e leitores queremos? Que país temos? Helena Buescu e Antonio Carlos Cortez
11 e 12 Jan 2014 - 10:00 às 12:30 e 14:30 às 17:00
Sala Luís de Freitas Branco Entrada Livre (mediante a lotação da sala)
Numa época de "crise das humanidades" e de necessidade de recuperar um convívio franco e salutar com o nosso património literário, convidamos diversos agentes culturais (instituições, escritores, ilustradores, professores e académicos, jornalistas, editores, livreiros) a pensar a literatura. Fortemente mediatizado, o mundo de hoje impele a juventude para outras formas de distracção e mesmo de alienação. Quando ler parece ser sinónimo de mero entretenimento, que leitores estamos a formar? Como se formam leitores com espírito crítico? Atendendo ao combate contra a iliteracia em Portugal, várias entidades associam-se à Fundação Centro Cultural de Belém para pensar a literatura que se escreve e se lê no nosso país, acentuando a urgência de fazer regressar aos programas escolares uma formação humanística. Leia o programa aqui.